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Planejamento financeiro: o "mal" necessário

Planejamento financeiro: o

Analisar e planejar o fluxo de caixa da sua corretora pode parecer difícil e trabalhoso, mas é essencial para que a sua corretora prospere. É muito fácil o corretor empreendedor acabar se perdendo em suas finanças, sem saber ao certo quanto tem de comissão para receber, quais são os custos fixos e os custos variáveis do negócio, e se a conta do mês vai fechar. Nesse processo, é comum ainda que as contas pessoais e da empresa se embolarem, tornando a situação ainda mais complexa. É possível, contudo, fazer um planejamento financeiro organizado para uma corretora de seguros de pequeno porte de forma simples e objetiva.

Em primeiro lugar, é preciso identificar as receitas da empresa. Provavelmente sua maior fonte de receita é em comissões, certo? Só que existem diferentes tipos de comissão de acordo com o ramo de seguros que você atua, que podem ser recorrentes, como no seguro de vida por exemplo, ou pontuais, como no automóvel.

Ao organizar as entradas de dinheiro do seu negócio por ramo e por tipo de comissão, é possível prever os valores que vão entrar nos próximos meses. Os valores de comissão vitalícia, como os de seguro de vida e plano de saúde, por exemplo, podem estar previstos para serem recebidos mensalmente.  Os valores de agenciamento desses mesmos ramos se encaixam na sua previsão na medida em que acontecem as novas vendas. Já os valores de comissão de seguros com renovação anual, como automóvel e residencial por exemplo, podem ser previstos com base no que ocorreu no ano anterior no todo ou em parte, dependendo do seu histórico de renovação desses seguros. Ao separar essas receitas previstas por ramo, você consegue projetar o faturamento da corretora pelo período que você quiser, e ainda identificar quanto cada ramo impacta no seu negócio hoje.

Em seguida, é preciso entender e organizar as despesas da corretora. Identificar seus custos fixos e variáveis e saber com que frequência eles ocorrem e para que eles servem é essencial. As despesas fixas se repetem todos os meses, e quanto mais enxutas elas forem, melhor! Afinal, elas vão ser recorrentes e o seu negócio precisa gerar faturamento suficiente para pagá-las sempre. Já as despesas variáveis são aquelas que só acontecem em situações específicas, como em ações de marketing por exemplo. Elas precisam ser bem planejadas para não ultrapassarem os limites aceitáveis e acabarem se excedendo ao faturamento. Uma vez mapeadas as despesas, é possível projetá-las para frente e entender como está a relação entre receita e despesa na sua empresa.

Ao ter a projeção das receitas e das despesas da corretora mês a mês, é possível fazer a previsão de quanto vai ficar de lucro na operação. Não é recomendável, contudo, retirar todo o lucro do negócio para o bolso dos sócios. O negócio precisa ter uma saúde financeira própria e, quando falamos de corretagem de seguros, o faturamento não é sempre igual, mas as despesas fixas chegam todo mês! Ou seja, se os sócios fizerem uma retirada maior do que o negócio consegue suportar, o mês seguinte pode ser desastroso! O ideal é estipular uma remuneração para si mesmo que não gere um problema para o negócio lá na frente. Além disso, os custos extras são permitidos, desde que devidamente projetados para que não causem um rombo no orçamento.

Uma empresa é um organismo vivo, e é natural que seu planejamento financeiro não seja 100% concretizado. Uma despesa emergencial pode surgir, por exemplo, ou um negócio ser perdido e a receita cair. Só que isso não é um problema. O mais importante do planejamento financeiro é você ter a visão realista do seu negócio e poder tomar decisões mais seguras. A partir do planejamento financeiro será possível saber quais despesas você pode absorver e quais você precisa cortar; quanto seu negócio precisa crescer e que diferença esse crescimento vai fazer no caixa da empresa; quais produtos estão sendo mais lucrativos para você, entre outras questões. Além disso, o planejamento financeiro evita o erro comum do empreendedor de misturar contas pessoais e da empresa.  

Com organização e um pouco de dedicação, é possível organizar as contas da corretora e garantir a solidez do negócio e a sua tranquilidade!

TUTUM
Maria Luíza Mello
Maria Luíza Mello Seguir

Sou corretora de seguros e administradora de formação. Adoro compartilhar o conhecimento que adquiri com a minha experiência acadêmica e, principalmente, profissional. Por isso, compartilho dicas e dou cursos para corretores!

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